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COOPEBG

A Cooperativa Escola dos Alunos da Escola Agrotécnica Federal de Bento Gonçalves Ltda é uma associação de alunos regida por eles mesmos, sob a orientação de um coordenador, para a realização de atividades sócio-econômicas inspiradas nos princípios cooperativistas, com a finalidade educativa.

Como surgiu a Cooperativa

Em 1971 ingressaram na Escola muitos filhos de agricultores cujos pais lutavam com dificuldades para mantê-los estudando na cidade. Estes jovens resolveram formar uma comissão e pedir à Direção da Escola abertura de alojamento e refeitório. A Direção atendeu ao pedido e a comissão passou a efetivar uma campanha para a formação de uma associação que passou a chamar-se "Cooperativa", mas ainda não havia sido legalizada.

Logo elegeram a primeira diretoria que era responsável pôr efetuar as compras de gêneros alimentícios, com o dinheiro provindo dos estudantes que ali passaram a fazer suas refeições.

Até 22 de abril de 1979, a Associação cresceu forte e sólida, e tudo era decidido em reuniões chamadas "Assembléias da Cooperativa".

A participação em comum no processo decisivo propicia um amadurecimento de educando e um crescimento no espírito cooperativo. Este período que podemos chamar de Pré Cooperativa foi de extrema importância para o processo de legalização e funcionamento da cooperativa. Foi nesta época que brotaram várias idéias, tais como a cooperação através do auxílio mútuo, como forma de alcançarem um bem comum.

Foi realizado um trabalho de motivação que mobilizou a grande maioria da comunidade escolar, num meio imprescindível para o processo de fundação, organização e funcionamento da Cooperativa-Escolar.

Esta motivação trouxe para a Escola uma esperança, a qual estimulou os alunos a participar, sem serem forçados a formar a nova cooperativa. Com este trabalho, surgiram ainda outros benefícios sociais tais como a solidariedade entre os cooperados., bem como a união de todos na soma de esforços para a defesa econômica dos interesses comuns.

Devemos ressaltar que durante esta fase, foram encontradas dificuldades com relação à credibilidade do Sistema Cooperativo pôr parte do corpo docente e funcionários. Este fato prejudicou o trabalho de orientação, no sentido de valorizar a participação do educando no processo educativo, como também respeitar a individualidades no momento de tomada de decisões. Este desconhecimento do sistema cooperativo foi devido à falta de uma educação específica voltada para a participação e, aos péssimos exemplos vivenciados em nível de região.

Pela experiência vivenciada, comprovamos que o êxito no funcionamento pleno está condicionado ao trabalho de conscientização perante a comunidade escolar.

Vimos que, para a formação íntegra do técnico e do seu bem-estar social, a cooperativa-escola é de fundamental importância, pêlos inúmeros bens prestados pela mesma, sempre em vista das finalidades e objetivos da instituição e, principalmente, do conhecimento da doutrina e dos dispositivos legais que regem o Cooperativismo.

Anderson Colognese

Fonte: Cignachi, Ivo Luiz "Uma experiência em educação cooperativista". Cadernos Cedope, 1990.

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